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Post teste

 

Os materiais poliméricos são crescentemente utilizados nas mais diferentes áreas da indústria, tendo em vista as propriedades tecnológicas que apresentam. Com isso, conferem uma grande importância ao estudo de seu processamento, o qual pode alterar significativamente o comportamento do artefato final e acabar sendo custoso, quando não feito de forma adequada.

O que é moldagem por injeção?

moldagem por injeção caracteriza um dos processos mais versáteis dessa transformação, pois o material, uma vez fundido, possui passagem direta para a peça pronta, dispensando grandes acabamentos e ainda assim garantindo a qualidade da peça.

Neste processo, os grânulos de polímero são depositados através do funil da máquina, sendo posteriormente comprimidos, fundidos e a massa injetada dentro do molde com o formato da peça desejada.

Clique aqui para ver o processo de moldagem por injeção.

Porém, devido às muitas variáveis que cercam esse processo, podemos associar vários problemas ao tempo, velocidade e temperatura em cada etapa, que se relacionam diretamente com as transformações físicas e químicas que ocorrem no interior do maquinário, e que podem resultar em defeitos na peça acabada.

3 defeitos poliméricos mais recorrentes

Alguns desses problemas são bastante comuns na indústria desde razões estéticas, tornando a peça imprópria para comercialização, até razões mecânicas, que podem inviabilizar o seu uso.

Rebarbas

Podemos citar como exemplo principal as rebarbas, caracterizada por um excesso de material aderido na peça geralmente proveniente dos canais de injeção ou de um possível vazamento no fechamento do molde, conforme observamos na figura abaixo:

Peça de polímero com rebarbas
Peça de polímero com rebarbas

Embora os problemas e soluções sejam subjetivas pois há muitos fatores envolvidos, o problema citado pode ser facilmente resolvido com a diminuição da temperatura de canhão, evitando um grande desperdício de material e mão de obra.

Empenamento

empenamento também costuma ser bastante comum e possui maior expressão em peças com encaixe, visto que uma vez que a peça não sai com as dimensões previstas o problema pode ser visualizado apenas na montagem do produto final.

Neste caso, ao contrário do anterior, uma alternativa simples seria aumentar a temperatura do canhão, ou aumentar a velocidade de injeção. A figura abaixo mostra a deformação em uma caixa de empilhamento, onde o defeito reflete em uma concentração de tensão que resulta na fratura da peça.

Caixa de empilhamento com fratura

Bolhas de ar

Outro defeito comum neste processo são o aparecimento de bolhas tanto no interior da peça devido ao aprisionamento de ar como na superfície devido a contração do polímero, como mostra a figura a seguir.

Peça polimérica com defeito devido a bolhas de ar

As causas desse problema estão majoritariamente associadas ao material utilizado que pode estar com excesso de umidademal compactado ou até mesmo com excesso de moído que podem ser facilmente resolvido colocando o material polimérico na estufa antes de sua utilização e reduzindo a quantidade utilizada.

Conclusão

É notório a ampla gama de problemas e possíveis soluções relacionadas a cada caso e, infelizmente, não se pode afirmar com certeza, mas com a experiência e o estudo da identificação, caracterização e possíveis causas comuns a esses defeitos, agiliza-se consideravelmente a tomada de decisão para solução dos problemas corriqueiros de uma indústria que não pode parar.

Esses defeitos poliméricos acontecem na sua empresa? Mande uma mensagem pra gente e compartilhe esse post nas redes sociais!

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